A expressão “Estado Novo” foi proferida por Oliveira Salazar no sentido de inaugurar um novo sistema político que se opunha á instabilidade política social e económica durante a 1ª república. Salazar pretendia assim criar em Portugal um sistema político que caracteriza-se pela paz e ordem social e também por uma economia próspera em que se reduzissem os gatos públicos e também que Portugal se libertasse da sua dependência económica em relação ao estrangeiro.
A figura de Salazar surge na vida política nacional logo em 1928 quando é designado ministro das finanças, cargo esse, a que tinha renunciado em 1926 por não se encontrarem reunidas as condições que lhe permitissem ultrapassar a crise económica portuguesa, que se arrastava desde a 1ª república. Por isso é que quando toma pose como ministro das finanças exige plenos poderes de forma a controlar as despesas de todos ministérios.
A emergência de Salazar na vida politica portuguesa dos anos 30 é uma consequências imediata da ditadura militar que durante 7 anos governou Portugal ate á subida de Salazar ao poder. Esta ditadura é uma consequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, que vai levar Salazar ao poder, quando em 1928 o presidente da republica , Óscar Carmona, que o convida para ministro das finanças, cargo que ele vai aceitar devido ao facto de ter plenos poderes para poder gerir livremente o orçamento de estado.
É durante o desempenho do cargo de ministro das finanças que Salazar vai atingir uma grande notoriedade, porque conseguiu que Portugal ultrapassa-se o défice orçamental que o país atravessava desde a 1ºRepublica. Na verdade Salazar consegue-o, através de uma forte politica de austeridade, que se traduziam no aumento dos impostos por um lado e na diminuição das despesas públicas por outro lado. Por tanto, Salazar seguiu uma política económico-financeira de controlo orçamental, conseguindo assim aquilo a que muitos historiadores do “Estado Novo” designam por ”Milagre Financeiro”.
Essa politica da austeridade originou a que Salazar se destaca-se no seio do governo sendo o ministro mais importante e por isso não é de estranhar que em 1932 ascendesse ao cargo de presidente do concelho de ministro. A partir daqui o poder político em Portugal fica personalizado na figura incontestável do chefe do governo e Salazar vai continuar a obra política que tinha sido iniciada pelos militares, transformando assim Portugal numa ditadura de inspiração fascista, baseada no modelo político italiano.
Assim, com Salazar lançam-se as bases políticas do “Estado Novo”, as quais se começaram a oferecer durante a ditadura militar quando em 1930 são criados “A união Nacional” e “O acto colonial”.
Por conseguinte, com a criação destas bases politicas está institucionalizado o “Estado Novo”, o qual se baseava no autoritarismo do Estado personificado em Salazar e na supressão das liberdades individuais.
O passo final para a consolidação do “ Estado Novo” foi a aprovação da “constituição de 1933” e do “estatuto do trabalho nacional”.
(introdução ao tema)
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