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"Afinal menti-te. menti-te quando disse q era forte. mas não sou. como disse, e repito, estou farta. farta de fingir q esta tudo bem. que sou diferente, mais forte q os outros e que não choro, não sofro e não caio. que já nada me magoa, que sou imune à dor. farta que me digam "és forte", ou farta de dizer "sou forte, não se preocupem". ainda mais farte de ouvir "-eu sei que és forte". não sou, metam isso na vossa cabeça, não sou. sofro como tudo, como tu, como ele, como o próximo, como o que já sofreu, pela razão que seja e sofro como aquele q ainda vai sofrer, mesmo sem ter nascido. sofro de pura anticipaçao, amor, paixão e desespero. por ter medo, e por fingir q não tenho. por pensar. por querer desistir e ter medo de ainda sofrer mais. por ser pequena, uma mariquinhas, por ter medo do amanha devido ao ontem. não me critiques,nem me apontes o dedo. tu tens medo do "escuro" e nem isso tens coragem de admitir ao mundo (tabem não há essa necessidade, mas pronto). eu ao menos afirmo, aqui, e com todas as palavras e letras, que tenho medo de tudo, inclusive de ti..."
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